Os Componentes de um Motor Aeronáutico

Motor continental IO-520

Os Componentes de um Motor Aeronáutico são:

Cilindro: é onde o combustível é admitido, comprimido e queimado. De material resistente, leve e bom condutor de calor. Tem corpo e cabeça.

corpo é geralmente feito de aço e possui alhetas de resfriamento. A parte interna é endurecida para reduzir o desgaste causado pelo atrito com o pistão. Nos cilindros de liga de metal leve, o lado interno é formado por uma camisa resistente ao desgaste.

cabeça é geralmente feita de liga de alumínio e nela são instaladas as válvulas e as velas de ignição. As válvulas são instaladas nas guias de válvulas e as suas cabeças sobre anéis de metal resistente, denominados sedes de válvulas.

Câmara de Combustão: é o espaço no interior do cilindro onde a mistura é queimada. Pode ser plana, cônica ou semi-esférica

Pistão: é uma peça cilíndrica que desliza pelo interior do cilindro, que aspira e comprime o combustível, expulsa os gases queimados e transmite a força expansiva da combustão à Biela. Geralmente é de liga de alumínio.

Anéis de Segmento: são anéis instalados na saia do pistão e podem ser de compressão (2) ou de lubrificação (1). Os anéis de compressão vedam a folga entre o pistão e o cilindro. Os anéis de lubrificação são também chamados de Raspadores, pois também raspam o excesso de óleo nas paredes do cilindro, deixando apenas o suficiente para a lubrificação. Estes anéis são de material menos duro. O óleo volta para o cárter.

Biela ou Virabrequim: peça de aço que conecta o pistão ao eixo de manivelas, transmitindo a ele a força expansiva dos gases. Seu corpo tem seção em forma de I ou H para máxima resistência e mínima massa.

Eixo de Manivelas: peça para a qual se transmite a força do pistão, através da Biela. É formado por moente, suporte, braço e contrapeso

Mancais: peças que apoiam e permitem o movimento das partes móveis com o mínimo atrito. O eixo de manivelas se se apoia no cárter em mancais chamados Bronzinas ou Casquilhos. 

Válvulas: abrem e fecham a entrada da mistura de combustível e saída dos gases (admissão e escapamento).  O Sistema de Comando de Válvulas é um mecanismo que abre as válvulas por um eixo de ressaltos.

Cárter: é a carcaça onde ficam os cilindros, eixo de manivelas e acessórios.

Berço do Motor: onde o motor é fixado no avião, geralmente feito de tubos de aço em diagonal para suportar o torque e a tração.

Abekwar

Base da Nuvem

CloudThumb2x

Você sabia que é possível calcular a altura da base de uma nuvem tendo apenas a temperatura e o ponto de orvalho como valores de referência?

Veja a fórmula:

H = 125 x (T – PO)

onde:

H = Altura da Base da Nuvem

T = Temperatura

PO = Ponto de Orvalho

Isto é, bastará que você multiplique 125 pelo resultado da subtração do do ponto de orvalho da temperatura. Exemplo:

H = 125 x (30 – 10)

H = 125 x 20

H = 2500

Neste nosso exemplo, a base da nuvem estará a 2500 metros de altura.

Simples não?

Abekwar

Navegação

navegaA arte de navegar entre dois pontos, determinando a Localização e Orientação de uma aeronave.

Pode ser VISUAL (de Contato), onde o piloto usa referências na superfície terrestre para conduzir a aeronave (por exemplo, os Corredores Visuais entre São Paulo e Rio de Janeiro).

Também pode ser ESTIMADA, que tem como base a estimativa de posição e direção a seguir. Uso de bússola, velocímetro e relógio é necessário.

Por RÁDIO, com a medição de ângulos pelo rádio. É possível voar no meio de nuvens ou sem contato visual com a superfície terrestre (Regras de Vôo IFR).

ELETRÔNICA: navegação por meio de computadores (OMS/INS).

ASTRONÔMICA: Usada mais em navegação marítima, observando os corpos celestes.

POR SATÉLITE: Desde 1977, usa-se o GPS.

 

VISUAL FLIGHT RULES (VFR)

Visual: Observação de pontos na superfície terrestre + carta aeronáutica.  Estimada: Previsões considerando-se a direção e a velocidade do vento (DV e VV) e também a velocidade da aeronave.

 

INSTRUMENT FLIGHT RULES (IFR)

Navegação por Rádio:

  • NDB: AM – KHZ: abaixo de 530khz e acima de 1600khz.
  • VOR: FM – MHZ

 

Movimento de Rotação do Globo Terrestre: da esquerda para a direita.

 

Coordenadas Geográficas: Pontos na superfície terrestre (coordenada cartesiana). No Plano.

 

  • Latitude: paralelos
  • Longitude: meridianos

—> Medidos em graus, minutos e segundos.

 

Variações:

  • Latitude: 0º – 90º N ou S
  • Longitude: 0º – 180º W ou E

Na Esfera.

 

  1. Linha do Equador: É a origem das latitudes; Norte e Sul, divididos em paralelos.
  2. Meridiano de Greenwich: É a origem das longitudes, Leste e Oeste, divididos em meridianos.

Linha do Equador é o círculo máximo perpendicular ao eixo polar (divide-se em duas partes iguais).

Meridianos de Longitude são planos que contém o eixo polar (semi círculos máximos). Latitude é o ângulo de arco de meridiano (expressa em 2 dígitos). Longitude é o ângulo de arco de paralelo (expressa em 3 dígitos).

 

 

Abekwar

 

Motores a Pistão

MOTORES A PISTÃO

São usados basicamente em todos os aviões de pequeno porte. O motor aproveita a energia da queima de combustível no interior de um cilindro, onde os gases impulsionam um pistão.

O movimento do pistão é transformado em movimento de rotação através de uma biela acoplada ao Eixo de Manivelas. Podem ser de 4 Tempos ou 2 Tempos.

MOTOR 4 TEMPOS

Possui PONTO MORTO ALTO (PMA) e PONTO MORTO BAIXO (PMB). A distância entre os dois pontos é chamada de curso.

motor 1O funcionamento ocorre através da repetição de CICLOS, que são formados por 4 tempos, com 6 fases.

TEMPOS (A.C.M.E.)

1-    (A)DMISSÃO: ocorre uma fase, o movimento do pistão do PMA para o PMB. O pistão aspira a mistura de ar/gasolina para dentro do cilindro. No PMB, a válvula de admissão fecha. O sistema de comando abre a válvula, uma mola fecha.

2-    (C)OMPRESSÃO: ocorre uma fase, o pistão vai do PMB para PMA, as duas válvulas fechadas. O pistão comprime a mistura ar/gasolina.

3-    TEMPO (M)OTOR: ocorrem 3 fases (ignição, combustão e expansão). O pistão vai de PMA para PMB, pela pressão dos gases queimados que se expandem. O motor agora funciona sozinho.

4-    (E)SCAPAMENTO: ocorre uma fase, o pistão vai do PMB para PMA, com a válvula de escapamento aberta. No PMA, a válvula se fecha, encerrando o primeiro ciclo.

1 Ciclo = 4 Tempos = 6 Fases = 4 Cursos = 2 RPM = 720º

motor 4 tempos 

Este é o Ciclo Teórico. No Ciclo Prático (ou Real), existem algumas modificações feitas para se obter máxima eficiência. São elas:

1-    Avanço na abertura da válvula de admissão;

2-    Atraso no fechamento da válvula de admissão;

3-    Avanço de Ignição;

4-    Avanço na abertura da válvula de escapamento;

5-    Atraso no fechamento da válvula de escapamento.

Estas medidas oferecem mais eficiência no voo de cruzeiro.


MOTOR 2 TEMPOS

O seu ciclo é constituído por apenas 2 tempos.

1-    Admitindo que o motor já esteja em funcionamento, o pistão sobe comprimindo a mistura no cilindro e produzindo uma rarefação no cárter. Aproximando-se o PMA, dá-se a ignição e a combustão da mistura. Ao mesmo tempo, dá-se a admissão da mistura nova no cárter, devido à rarefação que se formou durante a subida do pistão. Nesta fase ocorrem Admissão, Compressão, Ignição e Combustão.

2-    Aqui os gases se expandem, fazendo o pistão descer, comprimindo a mistura. No PMB, o pistão abre a janela de escapamento. Nesta fase ocorrem Expansão e Escapamento.

VANTAGENS: é mais simples, mais leve e mais potente que o motor de 4 tempos, e seu custo é menor.

DESVANTAGENS: é pouco econômico; após o escapamento, parte dos gases queimados permanece no cilindro, contaminando a nova mistura; se aquece mais, a lubrificação é imperfeita e é menos flexível.

Abekwar

TAF – 03/04/2013

Boa noite!

 

TAF SBMT 031600Z 0318/0406 06005KT 8000 SCT030 TX26/0319Z TN20/0405Z PROB40 TEMPO 0318/0324 24010KT 5000 TSRA BKN012 FEW030CB TEMPO 0400/0406 16005KT 6000 BKN012 RMK PGD=

 

TAF SBSP 031600Z 0318/0418 06005KT 8000 BKN020 TX25/0319Z TN19/0409Z PROB40 TEMPO 0318/0324 24010KT 5000 TSRA BKN012 FEW030CB BECMG 0400/0402 16005KT 6000 SCT006 BKN010 PROB30 0408/0411 4500 BR BKN006 BECMG 0411/0413 34010KT 9999 SCT035 RMK PGD=

 

TAF SBGR 031600Z 0318/0424 06005KT 9999 BKN035 TN18/0409Z TX26/0419Z PROB40 TEMPO 0318/0324 24010KT 5000 TSRA BKN012 FEW030CB BECMG 0400/0402 16005KT 6000 BKN012 PROB30 0408/0411 4500 BR BKN007 BECMG 0411/0413 34010KT 9999 SCT035 PROB40 TEMPO 0417/0424 34015KT 5000 TSRA BKN012 FEW030CB RMK PGD=

 

Abekwar

O dia em que encontrei o A380

a380 afAbsolutamente anormal!

Um gigante, uma obra de arte, impressionante. Pra dizer o mínimo desta aeronave que, em tudo, é maximizada.

Nunca havia tido a oportunidade de ver esta aeronave de tão perto. Apenas em revistas, na TV, jornais. Mas assim, logo ali, no fim do gate. Nunca.

Estava em Paris Charles de Gaulle seguindo para o gate de onde embarcaria para o Brasil. Enquanto esperava a minha (pequena) aeronave B777-300 se aproximar, resolvi comprar uma garrafa de água para amenizar a longa caminhada entre os terminais daquele aeroporto.

Quando saí da lanchonete, me deparo com a cena acima. Quase não pude acreditar. Saí correndo para poder fotografá-la e achei um lugarzinho estratégico de onde tinha essa visão privilegiada. Tinha que aproveitar porque, afinal, para vermos esta aeronave no Brasil novamente, só em 2014, se tudo der certo com as obras do aeroporto de Guarulhos. Para que ela possa pousar aqui, o aeroporto está tendo que promover uma reforma nas pistas a fim de prolongá-la, além de alargar as laterais em 60 metros (30 metros de cada lado).

Apesar de ser uma aeronave paradoxal (quem ama tem, ao mesmo tempo, temor), ela desperta em nós um ar de admiração e curiosidade. Como não se espantar com a capacidade máxima de cerca de 800 passageiros? Não deixa de ser curioso ver um finger com 2 andares para o embarque.

Gastei uns bons minutos ali olhando para as asas (o bordo de ataque chama a atenção por conta da espessura), o tamanho das turbinas, a imponência do trem de pouso.

É uma aeronave fascinante. Uma coisa é essa aeronave numa revista. Outra é você de frente para ela.

Abekwar