Meu primeiro vôo no Tupi

Tempos atrás, publiquei aqui minhas impressões sobre o meu primeiro vôo no Diamond (leia aqui).

Hoje, tive que fazer um vôo de adaptação no Tupi, porque meu vôo de cheque será nesta aeronave.

Confesso que estava um pouco ansioso porque não sabia o que esperar deste avião. Afinal de contas não é tão simples assim passar de uma aeronave toda digital (como é o caso do Diamond) para uma outra que é praticamente toda analógica.

As diferenças já começam na inspeção pré vôo, onde você “põe a mão” na massa, enquanto que no Diamond quase 100% da inspeção é visual.

E, enquanto não se colocam fones de ouvidos no Tupi, há que se contar com a sorte da fonia estar 5/5.

Não posso negar que o Tupi tem um senhor motor, e que pode-se sentir isso logo ao dar a partida. É um motor robusto, que passa segurança de empuxo e sensação de avião grande. Veja bem: “sensação”. Tanto que tive que manter apenas 800 RPM durante o taxiamento para não correr demais.

Quando tive autorização para decolagem, outra diferença para quem tem o costume de voar Diamond. Fiquei “calçando” o freio esquerdo em razão do rotor da hélice, mas isso não é necessário no Tupi, já que os pedais inferiores são plenamente operantes, mesmo durante a rolagem.

Num tempo menor do que pensei, já estava com 600 pés de altura, curvando à direita, para sair em direção ao corredor J.

Compensador do Diamond, no “topo” do manche (canto inferior esquerdo)

Durante todas as fases do vôo tive que brigar com o avião. O compensador não fica numa posição muito confortável – o oposto do Diamond, que tem o compensador no próprio manche (eletrônico).

Na hora do pouso, um desastre (claro que não no sentido literal, já que estou vivo e escrevendo este artigo). Não conseguia controlar o avião, não conseguia manter altitude e nem uma atitude definida, perdia altitude rapidamente, não conseguia estabilizar. E me falaram que a transição do Diamond para o Tupi ia ser tranquila. Risos (sem graça).

Retorno pra Marte (o campo, não o planet… deixa prá lá) frustrado. Pra ser bem franco, chateado. Não pelo fato de ter que repetir a aula, mas pelo fato de a esta altura, me deixar dominar pelo avião.

Enfim, pouso em SBMT como um manicaca. Não gostei do que voei.

Ainda assim, tenho que voltar. Afinal, Abekwar é Tupi (*)!

(*) Abekwar (também grafado Abequar) significa “Homem que Voa” em Tupi-Guarani.

A foto é de antes do vôo, por isso o sorriso.

Queda de B747 no Afeganistão

us-plane-crash-afghanistan-.siConfesso que pensei um pouco antes de postar este vídeo que, além de já estar muito difundido, é muito triste.

É assustador pensar nos momentos de desespero que estes pilotos passaram antes de atingir o solo, ao notarmos que eles ainda tentaram controlar a aeronave de alguma forma.

Abaixo segue o link para o vídeo.

Respeito a estes nobres pilotos.

Abekwar